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Informações gerais sobre as vacinas recebidas pelo Município

As vacinas contra a COVID-19 são seguras?

A segurança das vacinas é sempre a prioridade máxima e isso não é diferente no caso das vacinas contra a COVID-19. Todas elas passam por várias fases de ensaios clínicos antes de serem aprovadas para uso na população. Esses ensaios visam garantir a segurança da vacina e sua capacidade de proteger da doença (eficácia).

As vacinas contra a COVID-19 que estão sendo desenvolvidas estão seguindo essas mesmas fases. Nenhum imunizante será aprovado ou disponibilizado nos países para uso na população em geral até que sua segurança tenha sido comprovada pelas agências reguladoras. Da mesma forma, a OMS não incluirá nenhuma vacina em sua lista para uso emergencial até que tenha analisado todos os dados dos ensaios clínicos. Depois que uma vacina contra a COVID-19 for aprovada, o monitoramento de segurança continuará e é parte normal dos programas de imunização.

 

As vacinas contra a COVID-19 são eficazes?

As vacinas contra a COVID-19 que já foram autorizadas para uso em alguns países forneceram informações – provenientes de seus ensaios clínicos – sobre a sua eficácia em prevenir a doença. As agências reguladoras nacionais analisaram esses dados antes de autorizá-las. A eficácia das vacinas continua sendo monitorada de perto, mesmo depois de terem sido aprovadas em um país. Somente os imunizantes que se mostraram eficazes em  serão aprovados para uso na população.

 

Como o uso de uma vacina é autorizado?

  1. Por uma autoridade reguladora nacional: fabricantes de vacinas contra a COVID-19 cujo uso já foi autorizado em alguns países demonstraram, mediante estudos clínicos, o quanto elas são eficazes em prevenir a doença. As agências reguladoras nacionais, então, analisam esses dados e decidem autorizar ou não a vacina. Mesmo depois de terem sido introduzidas em um país, a eficácia e a segurança das vacinas continuam sendo monitoradas de perto.
  2. Pela listagem de uso emergencial da OMS: este é um procedimento baseado em riscos para avaliar e listar vacinas não licenciadas, terapias e diagnósticos in vitro, com o objetivo final de acelerar a disponibilidade desses produtos para pessoas afetadas por uma emergência de saúde pública. Também permite que os países agilizem seus próprios processos de aprovação regulatória para importar e aplicar vacinas contra a COVID-19.

 

Vacinas contra a COVID-19 exigem aprovação da OMS antes de serem utilizadas em um país?

Não, a lista de uso emergencial da OMS avalia a qualidade, segurança e eficácia das vacinas contra a COVID-19 e é um pré-requisito para o fornecimento de vacinas pelo mecanismo COVAX. Também permite que os países agilizem seus próprios processos de aprovação regulatória para importar e aplicar vacinas contra a COVID-19.

No entanto, os países e as autoridades reguladoras nacionais (ARN) podem aprovar o uso de uma vacina contra a COVID-19 em um país sem que a vacina tenha sido incluída na lista de uso emergencial da OMS.

Somente as vacinas comprovadamente seguras e eficazes em prevenir a doença serão aprovadas para uso na população.

 

Qual vacina devo tomar? Qual delas é melhor?

A OPAS incentiva as pessoas a tomarem qualquer vacina contra a COVID-19 que lhes seja oferecida pela autoridade nacional de saúde, assim que chegar sua vez na fila.

Para mais informações sobre as diferentes vacinas, acesse (em inglês):

Como funcionam as vacinas de mRNA? Elas são novas?

As vacinas de mRNA contêm instruções para o nosso organismo fabricar uma pequena parte do vírus; o nosso sistema imune reage a esse estímulo e nos protege da doença. Essas vacinas são novas, mas não desconhecidas. Pesquisadores estudam e trabalham com elas há décadas para combater doenças como a gripe e o vírus zika.

Para mais informações, assista ao vídeo: How do mRNA COVID-19 vaccines work?

 

As vacinas de mRNA são seguras?

As vacinas de mRNA estão sendo submetidas aos mesmos padrões de segurança rigorosos que se aplicam a todas as outras vacinas. Nenhum imunizante será aprovado ou liberado para uso na população em geral até que os dados de segurança tenham sido completamente analisados pelas agências reguladoras e pela OMS.

 

As vacinas contra a COVID-19 contêm algum componente perigoso e tóxico?

Não. Embora os componentes listados nas bulas das vacinas possam soar alarmantes (por exemplo, tiomersal, alumínio, formaldeído), de modo geral essas substâncias são encontradas naturalmente no corpo humano, nos alimentos que consumimos e no ambiente ao nosso redor, como no atum que comemos. As quantidades contidas nas vacinas são muito pequenas e não “envenenarão” nem danificarão o organismo.

 

As vacinas contra a COVID-19 podem fazer com que eu me torne magnético?

As vacinas contra a COVID-19 não podem e não irão torná-lo magnético, mesmo no local da injeção. As vacinas são livres de metais que poderiam causar alguma atração magnética em seu corpo.

 

É melhor pegar a COVID-19 naturalmente do que tomar uma vacina?

Não. As vacinas conferem imunidade sem os efeitos nocivos que a COVID-19 pode ter no organismo (inclusive efeitos a longo prazo e risco de morte). Permitir que a doença se espalhe até que a imunidade coletiva (ou de rebanho) seja alcançada causaria milhões de mortes e forçaria ainda mais pessoas a viverem com os efeitos do vírus a longo prazo.

 

Quanto tempo dura a imunidade da vacina contra a COVID-19?

Ainda há muitas incógnitas em relação à maioria das vacinas candidatas contra a COVID-19. Ainda não sabemos quanto tempo dura a proteção conferida pelas vacinas autorizadas para uso emergencial. Essa e outras perguntas serão respondidas nos próximos meses, conforme forem realizados estudos mais detalhados.

 

A vacinação contra a COVID-19 será necessária todos os anos?

Até o momento, as pesquisas para determinar a duração da imunidade (proteção) conferida pelas vacinas contra a COVID-19 atualmente disponíveis seguem em andamento. Além disso, a proteção das vacinas contra as novas variantes do SARS-CoV-2 continua a ser objeto de estudo. Teremos respostas para essas e outras perguntas conforme mais estudos forem realizados nas populações vacinadas para determinar se a vacinação anual ou com periodicidade diferente será necessária.

https://www.paho.org/pt/vacinas-contra-covid-19/perguntas-frequentes-vacinas-contra-covid-19

 

PFIZER

QUAL É O MECANISMO DE AÇÃO DA VACINA DA PFIZER E BIONTECH CONTRA A COVID-19? COMO ELA FUNCIONA?

A vacina é baseada em mRNA, que usa RNA mensageiro sintético, que auxilia o organismo do indivíduo a gerar anticorpos contra o vírus. Pode ser desenvolvida e fabricada mais rapidamente do que as vacinas tradicionais. A Pfizer selecionou essa tecnologia de vacina baseada em mRNA devido ao seu potencial de alta resposta, segurança e capacidade de rápida produção. A tecnologia de mRNA pode ainda ser estratégica para cenários de pandemias e epidemias devido à agilidade em modificação do antígeno codificado caso necessário, bem como a potencialidade de realização de doses de reforço. A técnica, na qual apenas um pedaço de material genético é usado em vez de todo o vírus, nunca havia sido feita antes.

QUAIS AS CARACTERÍSTICAS DESSA TECNOLOGIA? 

A vacina da Pfizer e da BioNTech contra a COVID-19 é baseada no RNA mensageiro, ou mRNA, que ajuda o organismo a gerar a imunidade contra o coronavírus, especificamente o vírus SARS-CoV-2. A ideia é que o mRNA sintético dê as instruções ao organismo para a produção de proteínas encontradas na superfície do vírus. Uma vez produzidas no organismo, essas proteínas (ou antígenos) estimulam a resposta do sistema imune resultando, assim, potencialmente em proteção para o indivíduo que recebeu a vacina. 

QUAL A EFICÁCIA DA VACINA APÓS A PRIMEIRA DOSE? 

Os dados do estudo de Fase 3 demonstraram que, embora haja proteção parcial após cerca de 12 dias da primeira dose, são necessárias duas doses da vacina para que o potencial máximo de proteção contra a doença seja atingido. 

Os resultados de eficácia global da vacina, de 95%, foram aferidos a partir de 7 dias da segunda dose do esquema vacinal.

VACINA CORONAVAC (SINOVAC BIOTECH)

A vacina CoronaVac, desenvolvida pela empresa biofarmacêutica chinesa Sinovac Biotech e produzida no Brasil pelo Instituto Butantan, em São Paulo, tem como expectativa a produção de cerca de 1 milhão de doses por dia. Essa vacina foi testada em mais de 12 mil voluntários entre 18 e 59 anos, não apresentou efeitos colaterais graves em nenhum deles e apenas 35% dos voluntários apresentaram algum tipo de reação adversa, porém todas elas classificadas como em grau leve, como dor local e febre baixa.

Como essa vacina atua no organismo?

CoronaVac foi criada por meio de uma tecnologia molecular já muito utilizada em outros imunizantes. Assim como nas vacinas da gripe, poliomielite, hepatite e da meningite, ela é composta por vírus inativado, ou popularmente como “vírus morto”. As partes do novo coronavírus presentes na vacina são apenas aquelas que permitem o reconhecimento do vírus pelo nosso sistema imune e não pela sua parte responsável por causar a doença. Sendo assim, a produção do imunizante consiste em inativar o coronavírus, de maneira que fique incapaz de se multiplicar e transmitir a doença, pois torna-se incapaz de infectar as células humanas. 

Assim que a vacina for aplicada, células de defesa do nosso organismo encontram e respondem a essas partes do coronavírus, dando início à produção de anticorpos. No entanto, esse processo demanda um certo tempo até que o organismo fique protegido contra o coronavírus. Além disso, outro aspecto fundamental é a necessidade da dose de reforço, que ajusta a quantidade de anticorpos àquela necessária para uma resposta eficiente contra uma possível infecção contra o coronavírus. Por isso, o esquema de vacinação é composto por duas doses , do mesmo laboratório, com intervalo entre 2 a 4 semanas entre as aplicações.

A vacinação está indicada somente às pessoas a partir de 18 anos e, após a aplicação de cada uma das doses da vacina deve-se evitar a doação de sangue por 2 dias (48 horas)

Outros dados sobre essa vacina

eficácia geral apresentada pelo Instituto Butantan para a CoronaVac nos testes brasileiros foi de 50,38%, o que pode parecer baixo em primeiro momento, mas que traz ótimos resultados quando detalhados: a vacina mostrou-se 100% eficaz nos casos moderados e graves e 78% eficaz nos casos leves da covid-19. Ou seja, a aplicação da vacina, quando feita adequadamente em duas doses, tem grande potencial de redução do número de internações pela doença. 

 

Importante: os estudos demonstraram 100% de eficácia na redução dos casos moderados e graves da covid-19 apenas na população do estudo, mas não garante, necessariamente, uma eficácia de 100% em toda a população que receber a vacina. Por isso, quando uma pesquisa busca por voluntários ela objetiva simular uma amostra da população que represente sua totalidade. Apesar de não existir a garantia de uma efetividade de 100% da vacina, a eficácia de 100% nos estudos feitos em uma amostra populacional, quanto mais próxima da realidade (número, idade, fatores genéticos e ambientais), maior a tendência em aproximar os resultados dos ensaios clínicos da população como um todo.

 

ASTRAZENECA (OXFORD)

Essa vacina foi desenvolvida pelo grupo farmacêutico britânico AstraZeneca, em parceria com a Universidade de Oxford. Apesar da autorização e transferência da tecnologia à Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), no Rio de Janeiro, os imunizantes a serem utilizados no Brasil, em breve, prevê uma possível importação de duas milhões de doses trazidas da Índia.

Como essa vacina atua no organismo?

A vacina britânica Oxford-Astrazeneca utiliza uma tecnologia biomolecular baseada no chamado “vetor viral”, que consiste na utilização de um vírus modificado para estimular o sistema imunológico na produção de anticorpos contra o novo coronavírus. Na  fabricação da vacina, uma espécie de vírus enfraquecido (adenovírus ChAdOx1), conhecido por causar gripe comum em chimpanzés, após ser modificado para não se multiplicar, carrega parte do material genético do SARS-CoV-2 responsável pela produção de uma proteína (“Spike”) que auxilia o vírus da COVID-19 a invadir as células humanas. Assim, após a vacinação, o adenovírus começa a produzir essa proteína Spike, ensinando o sistema imunológico humano que toda partícula com essa proteína deve ser destruída. Assim, após a imunização adequada (2 doses do mesmo fabricante e com intervalo de 12 semanas entre as aplicações) o sistema imune do nosso organismo torna-se capaz de reconhecer e atacar rapidamente o coronavírus, caso seja infectado. 

A vacinação está indicada somente às pessoas a partir de 18 anos e, após a aplicação de cada uma das doses da vacina deve-se evitar a doação de sangue por 7 dias

ATENÇÃO: mesmo com o esquema vacinal completo (2 doses) contra o coronavirus, deve-se manter os cuidados referentes à prevenção da doença.
Outros dados sobre a vacina 

eficácia geral apresentada pela AstraZeneca para a vacina nos testes foi de cerca de 70% (entre 62% e 90%), após a aplicação das duas doses. Sendo assim, apresentou resultado satisfatório (acima dos 50% exigidos pela ANVISA) e também tem grande potencial de redução do número de internações pela doença, o que promete reduzir consideravelmente a taxa de ocupação do Sistema Único de Saúde.

JANSSEN (JOHNSON & JOHNSON)

SEGURANÇA E EFICÁCIA DA VACINA

Assim como os demais imunizantes (CoronavacAstraZeneca/Oxford e Comirnaty/Pfizer), a vacina da Janssen foi aprovada pela ANVISA (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) e, portanto, apresenta resultados garantidos quanto a sua eficácia na imunização contra a COVID-19, sem oferecer riscos à saúde pela sua comprovada segurança em sua aplicação.

Quando falamos na seguraça de uma vacina, o objetivo é garantir que a vacina não traga riscos à saúde. Por isso, a segurança da vacina é avaliada durante toda a fase clínica do estudo, principalmente em sua primeira fase, onde o número de participantes é reduzido.

De acordo com os estudos clínicos publicados pela Janssen sobre a vacina Ad26.COV2.S, verificou-se a eficácia global de 66,9% na prevenção contra a COVID-19, após 14 dias da aplicação do imunizante. No estudo, também verificou-se que nenhum dos pacientes imunizados necessitaram de hospitalização, apresentando eficácia ainda maior na prevenção de casos graves.

eficácia da vacina indica a capacidade do imunizante em conferir proteção imunológica a um determinado agente, no caso, o vírus SARS-CoV-2. O termo é utilizado quando falamos da fase 3 dos ensaios clínicos, ou seja, para fazer referência ao percentual de pessoas vacinadas, nas condições controladas do estudo, que adquiriram imunidade ao vírus.

 A vacina Janssen utiliza uma tecnologia biomolecular baseada no chamado “vetor viral”, que consiste na utilização de um vírus modificado para estimular o sistema imunológico a produzir anticorpos contra o novo coronavírus. Durante o processo de fabricação da vacina, uma espécie de vírus "enfraquecido" (adenovírus tipo 26 humano não replicante - Ad26), após ser modificado para não se multiplicar (tornando-o não replicante), carrega parte do material genético do SARS-CoV-2 responsável pela produção de uma proteína (proteína S - “Spike”) que auxilia o vírus da COVID-19 a invadir as células humanas. Assim, após a vacinação, o adenovírus começa a produzir essa proteína Spike, ensinando o sistema imunológico humano que toda partícula com essa proteína deve ser destruída. Assim, após a imunização adequada (14 dias após a dose única) o nosso sistema imunológico torna-se capaz de reconhecer e atacar rapidamente o coronavírus, caso seja infectado.

A imunização feita com a vacina Janssen ocorre com apenas uma dose, pois verificou-se a obtenção de eficácia suficiente ao uso emergencial na atual pandemia.

Quais são as indicações da vacina? 

A vacina da Janssen está indicada para toda a população, a partir dos 18 (dezoito) anos, para prevenir a doença COVID-19 provocada pelo vírus SARS-CoV-2.

Quando não devo vacinar?

  • Pessoas com hipersensibilidade a algum de seus componentes;

Quais os possíveis efeitos adversos da vacina?

  • Reações locais: dor, vermelhidão e inchaço;
  • Reações gerais: fadiga, dor de cabeça, dores musculares, febre, calafrios e náuseas.
  • Reações raras que necessitam de acompanhamento médico: 
    • Reação alérgica grave (principais sinais: dificuldade para respirar, inchaço no rosto ou garganta, batimentos cardíacos acelerados, manchas na pele espalhadas pelo corpo, tontura e fraqueza);
    • Trombose (principais sinais: falta de ar, dores no peito, inchaço nas pernas, dores abdominais contínuas, dores fortes e contínuas de cabeça ou visão embaçada, hematomas ou pequenas marcas de sangue sob a pele na região da injeção).

Após receber a vacina quando estarei imunizado(a)?

Após 14 (quatorze) dias da dose única.

A vacina da Janssen também é eficaz contra as variantes do coronavírus?

Apesar de alguns estudos indicarem a eficácia, ainda que reduzida, quanto a proteção contra as variantes B.1.351 (África do Sul), B.1.1.7 (Reino Unido) e P.1 (Manaus, Brasil), diversos pesquisas ainda estão em andamento, sobretudo em relação a B.1.617 (variante indiana).

Após receber a vacina, estou completamente imune à COVID-19?

Infelizmente, essa pergunta ainda persiste no mundo todo e, por conta disso, não devemos deixar de manter os cuidados habituais de prevenção (máscara, higienização das mãos com álcool em gel ou água e sabão, desinfecção de superfícies e distanciamento social). Dentre os diversos fatores que impossibilitam que façamos qualquer afirmação sobre a persistência dessa imunidade, vale a pena destacar a principal delas: as vacinas são altamente específicas à doença, ou seja, a cada nova mutação do coronavírus, novos estudos devem ser iniciados para a verificação da eficácia do imunizante sobre a nova variante. Sendo assim, a cada nova mutação, há um novo risco de desenvolver a doença, até mesmo de maneira mais grave e até letal, mesmo estando vacinado.

Atualizado em 17/08/2021 18:51:05